quinta-feira, 17 de março de 2011

O LAMENTO DA TERRA (O PORQUÊ DA DANÇA DE GAIA)

O LAMENTO DA TERRA (O PORQUÊ DA DANÇA DE GAIA)
(Edolesia Andreazza)

Ouvia a voz da terra...
Assim ela começou...

“Quando eu protestei contra as usinas nucleares, contra os aperfeiçoamentos genéticos do milho, contra a plantação desenfreada de pinus e acácia, você achou que era a voz da tua consciência e disse que não era nada, que era só o progresso, para alimentar mais gente, produzir mais papel e me calou com um: “É o futuro que esta chegando. Participarei desse belo mundo novo!”
Hoje a maioria dos milhares tipos de sementes de trigo, milho, arroz, soja e outras plantas sumiram e algumas poucas empresas são “donas” das poucas sementes vendidas e cobram royalties de quem quer plantar.
A biodiversidade esta se extinguindo.
A multiplicidade da vida é manipulada para a extinção e para o lucro, dentro de laboratórios de empresas.
E vocês aplaudem o sucesso da clonagem e melhoramentos genéticos, como se a vida nunca tivesse feito isso de maneira perfeita, dentro da ordem do tempo e espaço.
Hoje, milhares de seres contaminados por causa da soberba do homem em achar que seria simplesmente “fechar” e manipular os átomos de uranio... Criando “bombas nucleares domesticadas” que ficariam em “gaiolas” para lhes gerar energia.
Esqueceram que tudo no universo, tem sua vida, seu tempo e seu caminho.
Um simples átomo, tem vida, tem energia e sua missão a cumprir.
A destruição e contenção um átomo, de um rio, de uma veia, sempre terá conseqüências, porque a vida, em si é livre.
Eu sou a alma da terra! E falo hoje por uma boca humana cuja alma pode me ouvir...
Libertem-me!
Tirem de meu corpo essas feridas que vocês criaram...Verte delas, desgraças a vocês próprios, quando tentam fazer em meu corpo, implantes, transfusões, enxertos; construções gigantescas que mudam o caminho dos ventos, e tapando minhas aortas, tentando mudar o caminho das minhas águas.
EU os abrigo, os aceito, os gero, os nutro e os reabsorvo seus restos quando partem daqui.
Não se voltem contra sua própria mãe.
Me debato, me sopro, me arranho em desespero. Mas conservarei meu corpo limpo e minha natureza pura, nem que tenha que me livrar dos homens.
Em meu ventre, em minha pele, em meu sangue marejado, sanguessugas doentes despejam escondidos toneladas de lixo (para lucrar), matando outras criaturas que convivem em paz. A tudo querem contaminar, dominar, usurpar, extinguir.
Eliminarei com minha dança frenética quem comigo não souber comungar...
Assim gemo, assim grito, assim danço...Tudo faz parte da minha propria purificação e dos ciclos da impermanência”

Quem tiver ouvidos para ouvir...Ouça
*(Ouvido na madrugada do dia 11/03/2011)

http://ooraculodapoesia.blogspot.com/2011/03/o-lamento-da-terra-o-porque-da-danca-de.html
Por favor quando repassarem , repassem com o link do blog para que esse lamento se espalhe. Obrigada.

2 comentários:

Otelice disse...

Eu ouço.
Ouço indgnada,ora calada, ora aflita, ora com ela grito, choro , lamento para, a seguir, como filha, pedir-lhe perdão.
Serei ouvida, perdoada, redimida? Quem será?
Parabéns pelo texto.

Edolesia Fontoura Andreazza disse...

:) Obrigada pelo carinho Otelice!!
É realmente dói ouvir esse lamento.
Mas a vida saberá achar o caminho, e nós homens, quem sabe um dia aprenderemos a ouvi-la :D
bjs e tudo de bom e perfeito a vc e tua familia.